CRÍTICA: Hereditário (2018)

 
Sinopse: Após a morte da reclusa avó, a família Graham começa a desvendar algumas coisas. Mesmo após a partida da matriarca, ela permanece como se fosse uma sombra sobre a família, especialmente sobre a solitária neta adolescente, Charlie, por quem ela sempre manteve uma fascinação não usual. Com um crescente terror tomando conta da casa, a família explora lugares mais escuros para escapar do infeliz destino que herdaram.

por Ana Lívia;

Em um primeiro momento, a crítica norte-americana apontou ‘Hereditário’ (Hederitary – Ari Aster) como o novo “Exorcista” (William Friedkin), comparando-o ainda com outro clássico – O Iluminado (Stanley Kubrick). Entretanto, as tramas não gozam de semelhanças nítidas e as poucas relações entre os filmes podem estar na exploração e construção do medo, sem qualquer receio de levar o macabro ao seu limite.

Na trama, acompanhamos os Graham aprendendo a lidar com eventos recentes e perturbadores, a começar pela morte da mãe de Annie (Toni Collette, numa atuação impressionante e digna de premiações). Instala-se, a partir disso, uma tensão cada vez maior naquele ambiente familiar, desembocando numa série de conflitos entre eles além de um constante e crescente flerte entre o horror sobrenatural e o psicológico. Aqui, o terror é instalado de forma sútil e quase imperceptível aos olhos dos telespectadores, o diretor opta por cenas longas e por uma trilha sonora que, muitas vezes, aposta somente no silêncio para construir as emoções dos personagens. Além é claro, das cenas imprevisíveis e situações mais realistas que são colocadas em cenas e que parecem funcionar como catarse para alguns personagens – especialmente Annie.
 

O horror em ‘Hereditário’ é claustrofóbico, o clima desconfortável na casa e entre os familiares trazem angústia e agonia para quem assiste, além de levantar uma série de interpretações, já que as doenças psicológicas são um elemento comum entre aqueles que compõe essa família. Fazendo o espectador se perguntar se aquilo em cena realmente aconteceu ou se é apenas criação da mente de algum personagem. O ponto de equilíbrio e contestador das situações ali colocadas fica a cargo de Steve (Gabriel Byrne), o pai tenta encontrar uma forma verossímil de lidar com os problemas que assolaram sua família. 
 
O filme conta com cenas inesperadas, mas em nenhum momento o diretor se apoia em jumpscares para assustar ou impor sua atmosfera. Peter e Charlie (Alex Wolff e Milly Shapiro, respectivamente) completam a família e são responsáveis por momentos paralisantes dentro da história.
 

Assim como ocorre em ‘A Bruxa’ e em ‘The Babadook’, as interações sobrenaturais e do ocultismo existem mais para mostrar as relações familiares, sua construção e sua destruição, suas diferentes reações a eventos traumáticos que podem determinar o futuro de cada um dos envolvidos.
 
Hereditário é um terror psicológico de alto nível, que instala uma narrativa devastadora que nos leva a mergulhar nas relações familiares ali existentes antes mesmo de nos transportar para os elementos fantásticos da trama.

Você pode baixar ele, aqui!


2 comentários:

  1. Boa crítica. Ótimo filme. Foge do convencional e não vai para os clichês do gênero.

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  2. Crítica muito boa. Concordo com tudo.

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